Transbordando, um sonho.
Eu nunca havia transbordado antes e não me refiro à enxurrada de lágrimas que uma vez ou outra decididamente escorre pelo rosto, como águas selvagens. Refiro-me à essência de um desejo que dispõe de uma série de elementos inefáveis. Um complexo de sentimentos infla, toma conta da realidade e se torna imensamente imensurável.
Um sonho noturno parece satisfatório a princípio, no entanto o céu parece mais alto à medida que o sol nasce. O barulho da cidade impõe a realidade, mas a busca pelo silêncio permanece intrínseca e dormente. Nem mesmo as divagações fazem jus a essa explosão interna de guerra fria. O sonho transborda.
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