domingo, 22 de outubro de 2017

Transbordando, um sonho.

Eu nunca havia transbordado antes e não me refiro à enxurrada de lágrimas que uma vez ou outra decididamente escorre pelo rosto, como águas selvagens. Refiro-me à essência de um desejo que dispõe de uma série de elementos inefáveis. Um complexo de sentimentos infla, toma conta da realidade e se torna imensamente imensurável.
Um sonho noturno parece satisfatório a princípio, no entanto o céu parece mais alto à medida que o sol nasce. O barulho da cidade impõe a realidade, mas a busca pelo silêncio permanece intrínseca e dormente.  Nem mesmo as divagações fazem jus a essa explosão interna de guerra fria. O sonho transborda.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Mais um gole de café. Bem, seu efeito é imperceptível. Sim, bem imperceptível, quase dispensável. Seria um acessório, caso não fosse agradável. O relógio apita ao avisar que suas horas são pontuais, definitivas por um instante, num ciclo vicioso de horas cansadas que se arrastam até o amanhecer. Boa noite, dizem elas, mas não vejo nem sinal da lua, apenas enxergo com certa dificuldade a luz intesa produzida pela tecnologia. Boa noite, digo para os que se despedem, e na esperança do amanhã já em curso, espero de novo um velho dia fantasiado de "novo".