quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Chega a ser assustador. Coloco a mão sobre o peito e sinto que o meu coração está com o ritmo acelerado. É como sentir-se vivo a cada batida. Cada batida é um lembrete de que o sangue se espalha ao longo do corpo. O sentimento nunca foi tão perceptível, quase tocável. A respiração é tão profunda que surge a sensação de que o mundo parou por instantes. O tempo nunca passou tão devagar. E o medo nunca foi tão constante.
Olhando para o céu da noite. Um céu cheio de estrelas. Algumas brilham mais itensamente do que outras. Algumas estao mais distantes do que outras. São tantas estrelas. Embora partilhem a condição de serem estrelas, são diferentes entre si. Seria fácil escolher uma? 
Então você não escolhe. E se vê só. Você acha que suas chances de encontrar algo especial vão se perdendo à medida que as estrelas começam a ficar mais distantes, inalcançáveis. Você admira o céu, todos os dias. Lindo e monótono. De repente, quando menos espera se dá conta de que as luzes podem ser diferentes. Então, como um raio que surge repentinamente, uma luz vibrante e suave aparece naquele céu tão familiar. É uma estrela cadente. Muito mais especial do que podia imaginar. Ela chega sem aviso. Agora você se da conta de que não precisava escolher. Só precisava confiar que um dia chegaria.