sábado, 9 de novembro de 2013

Confusa

A cada dia que passa descubro e confirmo o quanto sou dependente de palavras que possam me reafirmar no meu espaço onde chamo de "eu".
Nos redescobrimos a cada instante, mas receio que jamais iremos ter noção clara e completa do que somos ou poderíamos ser. Eu busco características, evidencias e resquícios de mim; acontece todos os dias. O tudo me mostra o nada. Oposições constantes. Dúvidas infindáveis. 
Me vejo distante disso que chamo de eu. Eu sei que me escondo dentro dos espaços possíveis. Sei que a brincadeira só me diz que ela é um meio de proteção. O mais eficaz dentre os métodos. 
Eis o plano: Eu rio e não me machuco. Planos podem falhar. E é difícil ter de admitir que é verdade. 
Eu me pego falando muito. E tento preencher todos os espaços cheios de eco e vazio. Almejantes por uma canção. Por palavras. A carência se faz tão presente, me tira a razão e faz me implorar por atenção. Se não há quem se importe me sinto morta. São sentimentos e sensações completa e desesperadamente exagerados. 



By, Alessandra A. S.

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